Blog:Dia Nacional de Combate ao Fumo

27 de agosto de 2021
O Dia Nacional de Combate ao Fumo, comemorado neste domingo (29), tem como objetivo o reforço das ações de sensibilização e mobilização da população para os danos sociais, econômicos e ambientais causados pelo uso do tabaco. A data foi instituída no Brasil por meio da Lei 7.488, de 1986.
 
A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica o tabagismo como a dependência da droga nicotina, que está presente em qualquer produto derivado do tabaco – cigarro, cigarrilha, charuto, cachimbo, cigarro de palha, fumo de rolo e narguilé, entre outros.
 
Após absorvida, a nicotina chega ao cérebro em até 19 segundos, liberando, na corrente sanguínea, substâncias químicas que levam a uma sensação de prazer e bem-estar. É exatamente isso que faz com que os dependentes fumem várias vezes durante o dia, principalmente para “relaxar” em momentos de estresse.
 
Dados
 
Estudos do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) apontam que cerca de um a cada dez brasileiros tem o hábito de fumar, com taxas menores entre adultos de até 24 anos (7,9%) e idosos (7,8%).
 
Além disso, o tabaco é a principal causa de morte, doenças e empobrecimento no mundo. Tudo isso demonstra a importância do Dia Nacional do Combate ao Fumo e da luta contra o vício em todas as épocas do ano.
 
Em decorrência disso, também foi elaborada a Lei 9.294/1996, que trouxe limitações importantes da propaganda de cigarros e álcool, e a Lei Antifumo, que restringiu o uso de cigarro em locais coletivos fechados.
 
Com a pandemia da Covid-19, estudos realizados indicaram que houve o aumento do consumo de cigarros. Segundo os resultados, 46% dos brasileiros sentiram mais vontade de fumar e, além disso, 37,5% consumiram entre 1 e 10 cigarros a mais diariamente, enquanto 6,2% superaram essa quantidade.
 
Riscos e doenças
 
O hábito de fumar oferece diversos riscos para a saúde, além de prejudicar as pessoas que ficam ao seu redor, os chamados “fumantes passivos”. De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), os fumantes passivos podem desenvolver desde reações alérgicas em exposições de curto período ou passar por problemas mais graves, que normalmente acometem quem fuma.
 
Câncer
 
Muito além somente dos pulmões, o cigarro pode causar diversos tipos de câncer, como: boca, traqueia, faringe, laringe, esôfago, pâncreas, rins, fígado, bexiga, estômago e colo do útero.
 
Ataque cardíaco
 
Fumar também deixa o paciente mais propenso a desenvolver problemas do sistema circulatório e do coração. Há um aumento de risco de doença cardíaca coronária e acidente vascular cerebral (AVC) de duas a quatro vezes. Isso também pode causar o aumento da pressão arterial e ataque cardíaco.
 
Outras enfermidades
 
Existe uma lista extensa de problemas de saúde que podem se desenvolver ou ter o quadro agravado pelo uso contínuo do cigarro. A seguir, as principais: diabetes tipo 2, infertilidade, impotência sexual, problemas de saúde bucal (inflamações na gengiva e estruturas dos dentes), pneumonia, catarata, úlcera do aparelho digestivo, osteoporose.
 
Morte
 
As doenças que podem surgir ou se agravar podem causar a morte do fumante. Segundo a OMS, o tabagismo é responsável, anualmente, por mais de 8 milhões de óbitos. Entre eles, cerca de 7 milhões são fumantes ativos, que morrem por problemas decorrentes do uso excessivo da substância. No entanto, o restante – cerca de 1,2 milhão de mortes – decorre da exposição ao fumo passivo.
 
Tratamento
 
Existem tratamentos para ajudar o paciente a combater a dependência do cigarro. O reconhecimento da dependência e a decisão de lutar contra ela é um passo importante, mas também traz dificuldades. Por isso mesmo, é possível contar com suporte profissional para superar os desafios e se livrar do vício.
 
Os procedimentos indicados dependerão do quadro do paciente, o que exige uma análise médica detalhada. A terapia aliada ao uso de medicamentos costuma ter resultados satisfatórios.
 
Em outros casos, a internação do paciente em um hospital especializado em tratamentos de dependência química pode ser uma opção mais adequada, já que oferece um suporte completo e em tempo integral ao paciente, além de dificultar o acesso às substâncias prejudiciais.
 
Dessa forma, é fundamental procurar auxílio médico para que ele avalie o caso e faça o acompanhamento correto, identificando quais são as medidas mais adequadas para que o paciente consiga superar o vício.
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